Um hexágono a noite e um quarteto pela manhã

Esse artigo é distribuído pela NASA Night Sky Network e Traduzido pelo Clube Centauri

 

As estrelas que compõem o Hexágono de Inverno (Hemisfério Norte) são algumas das mais brilhantes no céu noturno, sendo as tardes de fevereiro um ótimo momento para aproveitar todo o seu esplendor. O Hexágono de Inverno é tão grande que as seis estrelas que compõem os seus pontos também fazem parte das mais brilhantes de seis constelações diferentes, fazendo do Hexágono um excelente ponto de partida para observar e aprender sobre o céu de inverno.

 

Você pode encontrar o Hexágono ao olhar para o sudeste após o pôr do sol, quando encontrar a estrela vermelha brilhante que forma o “ombro esquerdo” da constelação Orion: Betelgeuse. Você pode pensar em Betelgeuse como o centro de um grande relógio irregular, com o Hexágono de Inverno como o número de horas do relógio. Mova-se diagonalmente através de Orion para localizar seu “pé direito”, a estrela brilhante Rigel. Agora mova-se no sentido horário de Rigel para a estrela mais brilhante no céu noturno: Sirius em Cão Maior. Continue percorrendo no sentido horário até Procyon, também em Cão Maior e então em direção a Pollux, o mais brilhante dos gêmeos Gêmeos. Ao continuar circulando encontra-ra Capella em Auriga e termina na alaranjada Aldebaran, o “olho” da face em forma de V da Constelação de Touro.

 

Durante as noites do mês de fevereiro, poderemos observar dois planetas a olho nu. Enquanto Marte se move através da constelação de Peixes, a missão InSight da NASA está preparando um conjunto de instrumentos geológicos projetados para estudar o interior do planeta vermelho. A InSight e o resto dos emissários robóticos logo serão acompanhados pelo rover Mars 2020. Um robô do tamanho de um SUV está programado para ser lançado no próximo ano, com o objetivo de estudar a possibilidade de se ter existo vida no planeta. Uma conjunção entre Marte e Urano no dia 13 de fevereiro será um deleite para os observações com telescópios. Marte passará pouco mais de um grau de distância de Urano e ampliações maiores, permitirão comparações entre o pequeno disco vermelho de Marte empoeirado com o disco azul-verde menor do gigante de gelo.

 

Mercúrio, o planeta veloz, tem uma boa exibição este mês e faz sua maior aparição na noite do dia 27 de fevereiro, bastando localizá-lo acima do horizonte ocidental ao pôr do sol. Uma visão sem poluição visual do ocidente e binóculos ajudará muito na captura de Mercúrio contra o brilho do crepúsculo da noite.

 

Os planetas “matutinos” farão um grande show em fevereiro. Procure pelos planetas “brilhantes”: Vênus, Júpiter e Saturno acima do horizonte durante todo o mês, e até mesmo em alguns dias formando um alinhamente entre si. Uma Lua Crescente faz uma adição impressionante nas manhãs do dia 1 a 2 de fevereiro e novamente no dia 28. Observe Vênus ao longo do mês, enquanto o planeta viaja de sua posição acima de Júpiter para abaixo de Saturno. Vênus e Saturno estarão em íntima conjunção no dia 18. Atente-se para tentar capturar ambos os planetas no mesmo campo de visão de um telescópico, pois este revela a brilhante fase crescente de Vênus, que enfatiza uma fase ampla e gibosa enquanto o planeta passa ao redor do outro lado do nosso Sol.

 

*A Night Sky Network tem uma atividade simples que ajuda a explicar a natureza das fases de Vênus e Mercúrio, basta acessar: bit.ly/venusphases

 

Legenda: As estrelas do Hexágono de Inverno (vista do hemifério norte)

Imagem criada com auxílio da aplicação Stellarium

 

 

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