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“Somos poeira de estrelas”: Cientistas podem finalmente ter encontrado como explicar a citação de Carl Sagan.

8 de set.
3 min de leitura

"Isso nos dá uma nova perspectiva sobre uma das maiores questões não respondidas da astrofísica."


Notícias

Por Robert Lea

Traduzido e adaptado por Marco Centurion


Os cientistas estão mais perto do que nunca de entender como as estrelas forjam os elementos que compõem nosso planeta, nossos corpos e praticamente tudo o mais ao nosso redor e estão obtendo uma imagem mais clara de onde as explosões estelares se encaixam nessa história.


Uma estrela massiva explode em uma supernova que dispersará os blocos elementares de construção da vida pelo cosmos. (Créditos da imagem: Robert Lea (criado com Canva))
Uma estrela massiva explode em uma supernova que dispersará os blocos elementares de construção da vida pelo cosmos. (Créditos da imagem: Robert Lea (criado com Canva))

Uma nova pesquisa, relatada em dois artigos diferentes, analisa como as estrelas forjam elementos ao explodir e como essas explosões de supernova espalham esses elementos, e outros elementos que as estrelas forjaram ao longo de suas vidas, por todos os cantos do cosmos.


Os astrônomos vêm estudando as explosões brilhantes de supernova de estrelas massivas há séculos, mas ainda não compreendem em detalhes como essas explosões se desenrolam.



O primeiro artigo analisou uma forma de investigar supernovas. Ele utiliza um elemento radioativo produzido por essas explosões chamado titânio-44, que persiste muito tempo depois que as supernovas se apagam. Os pesquisadores agora reuniram evidências experimentais que determinam quanto titânio-44 é criado em uma supernova, descobrindo que essas explosões cósmicas produzem 35% mais desse elemento do que se esperava.


Com esse conhecimento em mãos, os cientistas agora podem desenvolver modelos computacionais robustos de supernovas e comparar esses modelos com observações astronômicas. Isso pode aproximá-los muito mais de entender como essas explosões progridem.


"É empolgante ver o quanto o campo avançou. Uma medição como essa teria sido considerada inatingível há apenas algumas décadas, mas agora ela nos dá uma nova perspectiva sobre uma das maiores questões não respondidas da astrofísica."

disse Christopher Cousins, pesquisador de pós-doutorado no Grupo de Física Nuclear da Universidade de Surrey, em um comunicado.


Uma ilustração mostra uma estrela de nêutrons "vampira" se alimentando de uma estrela companheira próxima. (Créditos da imagem: Robert Lea (criado com Canva))
Uma ilustração mostra uma estrela de nêutrons "vampira" se alimentando de uma estrela companheira próxima. (Créditos da imagem: Robert Lea (criado com Canva))

Já o segundo artigo se concentrou em um tipo específico de explosão estelar chamado supernova do Tipo I. Elas ocorrem quando um remanescente estelar denso chamado estrela de nêutrons arrasta material de um corpo estelar companheiro. A intensa influência gravitacional da estrela de nêutrons, os remanescentes estelares que tem de uma a duas vezes a massa do sol comprimida em um corpo com cerca de 20 quilômetros de largura, significa que, quando essa matéria estelar roubada atinge sua superfície, uma explosão termonuclear é desencadeada.


Essas explosões forjam elementos pesados e liberam quantidades incríveis de energia, algumas na forma de explosões de raios X.


Os autores deste artigo, que fazem parte da Facility for Rare Isotope Beams (FRIB), em Michigan, estudaram a reação nuclear que desencadeia as explosões de raios X com mais detalhes do que havia sido possível antes.


Isso revelou o papel, há muito debatido, do chamado ciclo níquel-cobre, o aprisionamento temporário de material nuclear durante supernovas. Anteriormente os cientistas não sabiam se o material ficava retido no ciclo níquel-cobre durante as explosões de raios X.


Esta pesquisa revela que isso de fato acontece, mas apenas em pequenas proporções. Isso dá aos cientistas uma imagem mais clara de como as supernovas do Tipo I se desenrolam.


Uma ilustração mostra uma explosão de supernova bombardeando a Terra. (Créditos da imagem: Colaboração Super-Kamiokande)
Uma ilustração mostra uma explosão de supernova bombardeando a Terra. (Créditos da imagem: Colaboração Super-Kamiokande)

"Apesar de décadas de pesquisa, ainda não entendemos completamente as reações nucleares que alimentam algumas das explosões estelares mais espetaculares do universo"

disse Gavin Lotay, da Universidade de Surrey.


"Esses dois estudos nos dão uma imagem muito mais clara de como essas explosões acontecem, permitindo que comparemos nossos modelos mais de perto com observações astronômicas e nos aproximando de entender como os elementos químicos são criados e espalhados por todo o universo"

acrescentou.


Os dois artigos foram publicados na edição de julho da revista Physical Review Letters e ambos podem ser lidos aqui e aqui.



Artigo encontrado no site Space.com (originalmente publicado em 04/09/2026)

 
 
 

1 comentário


Membro desconhecido
13 de set.

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