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Céu de Março: O mês do equinócio

Descubra as maravilhas celestes de março: à medida que os dias de verão diminuem, prepare-se para o equinócio de outono e a chegada de uma nova estação. Explore o que o céu tem a oferecer neste mês transicional.


Júpiter continua visível durante todo o mês


J

Júpiter brilha intensamente logo no começo da noite na direção Oeste, será possível observa-lo até as 21h. Conforme vão se passando os dias, Júpiter começa a se por mais cedo.


8 de Março: Conjunção Lua, Marte e Vênus

Por volta das 05h00 da madrugada na direção leste, os planeta Marte e Vênus se aproximam da fina Lua Minguante formando uma bélissima conjunção antes do amanhecer.



10 de Março: Lua Nova - Uma Janela para o Universo Distante

A Lua Nova de 10 de março traz uma noite especialmente escura, criando condições ideais para observar os tesouros escondidos do céu noturno. Sem o brilho da lua para ofuscar, é a oportunidade perfeita para apontar seus telescópios ou binóculos para capturar a beleza sutil de nebulosas distantes, galáxias espirais e aglomerados estelares. Este é um momento excepcional para aqueles que buscam mergulhar mais profundamente nas maravilhas do universo.


15 de Março: A Lua Crescente e as Plêiades (M45) na Constelação de Touro

Em 15 de março, prepare-se para um encantador encontro celeste quando a Lua crescente se alinha perto das Plêiades, também conhecidas como M45, na constelação de Touro. Este agrupamento estelar, famoso por sua beleza e facilidade de observação, estará em uma proximidade deslumbrante com a lua, criando um espetáculo visual memorável. É um momento mágico para observar e fotografar. O planeta Júpiter também estará próximo a essa conjunção. Você poderá observar olhando na direção oeste logo após o por do Sol.


*Urano não é visível a olho nú, necessita de um telescópio ou binóculos.


20 de Março: O Equinócio de Março - Uma Celebração de Equilíbrio e Renovação

Céu noturno

O equinócio de março ocorre no dia 20, marcando o início oficial da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. Este é um momento de equilíbrio, quando o dia e a noite têm aproximadamente a mesma duração. Durante os equinócios, os raios solares incidem perpendicularmente sobre a Linha do Equador, além disso são os únicos dias em que o Sol nasce no ponto Leste e se põe no ponto Oeste.

O equinócio de março, além de marcar o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul, tem uma conexão especial com a celebração da Páscoa no Cristianismo. A data da Páscoa é determinada como o primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre no ou após o equinócio de março, destacando a interligação entre os ciclos astronômicos e os calendários litúrgicos.


Equinócio de outono

21 de Março: Vênus e Saturno - Conjunção planetária

Na madrugada do dia 21, pouco antes da alvorada, voltando nosso olhar para o horizonte leste, poderemos observar mais uma conjunção planetária, dessa vez dos planetas Vênus e Saturno, um evento em que esses corpos celestes parecem se aproximar um do outro no céu, embora na realidade estejam separados por vastas distâncias espaciais. Este alinhamento aparente, visível próximo ao horizonte, oferece uma excelente oportunidade para discussões sobre a mecânica orbital e a perspectiva geométrica da observação astronômica a partir da Terra. É um momento propício para explorar conceitos como a eclíptica, o plano orbital dos planetas do sistema solar, e como esses eventos celestes são percebidos de nossa posição terrestre.



25 de Março: Lua Cheia e Eclipse Penumbral

Lua

Para os aficionados pela beleza da Lua Cheia, marquem seus calendários: o espetáculo acontecerá na madrugada do dia 25, às 04h, coincidindo exatamente com o início de um fascinante eclipse penumbral. Durante este tipo de eclipse lunar, a Terra intervém de maneira parcial entre o Sol e a Lua, projetando sua penumbra sobre nosso satélite natural. Isso significa que, embora a Terra não obstrua totalmente a luz solar, sua presença sutilmente reduz a intensidade da luz que alcança a Lua. Assim, ao invés de desaparecer no escuro total da umbra (a sombra mais profunda da Terra), a Lua atravessa a penumbra, adquirindo um véu sombrio que atenua seu brilho sem ocultá-la completamente. Este evento nos brinda com uma oportunidade única de observar a interação delicada entre a luz e a sombra no teatro celestial, resultando em um esmaecimento leve, mas perceptível, da superfície lunar, em vez de um eclipse total ou parcial.



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