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China testa sistema ultrapreciso para detectar ondas gravitacionais no espaço.

  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

Pesquisadores chineses testaram com sucesso o núcleo óptico de um instrumento espacial destinado à detecção de ondas gravitacionais.


Notícia

Pela agência de divulgação russa Новая наука (New Science)

Traduzido e adaptado por Marco Centurion


O desenvolvimento foi realizado por uma equipe do Instituto de Mecânica da Academia Chinesa de Ciências, que criou um núcleo óptico interferométrico totalmente funcional, que é um elemento-chave do sistema de medição do projeto do observatório espacial Taiji.


Diagrama de como funcionará o interferômetro espacial chines para detecção de ondas gravitacionais (Créditos da imagem: Revista Nature, volume 531 )
Diagrama de como funcionará o interferômetro espacial chines para detecção de ondas gravitacionais (Créditos da imagem: Revista Nature, volume 531 )

O projeto Taiji representa o programa chinês de pesquisa de ondas gravitacionais a partir do espaço, em órbita. Ondas gravitacionais são oscilações do espaço-tempo que surgem durante os eventos cósmicos mais poderosos, incluindo colisões de buracos negros supermassivos ou explosões estelares, por exemplo. Diferentemente dos detectores terrestres, os sistemas espaciais conseguem registrar ondas gravitacionais de baixa frequência provenientes das regiões mais distantes do Universo, já que não sofrem influência de ruídos sísmicos e interferências associadas à Terra.


De acordo com o conceito do projeto, o sistema Taiji será composto por três espaçonaves posicionadas em forma de triângulo, separadas por milhões de quilômetros umas das outras. Entre os satélites será utilizada interferometria a laser, permitindo medir mudanças extremamente pequenas de distância causadas pela passagem das ondas gravitacionais através do espaço.


O núcleo óptico desenvolvido pelos cientistas chineses garante precisão de medição na escala de picômetros. Isso significa que o sistema é capaz de registrar deslocamentos comparáveis a um décimo de milésimo do diâmetro de um fio de cabelo humano. Os pesquisadores informaram que o dispositivo foi equipado com mecanismos de supressão de interferências térmicas. Durante os testes, ele demonstrou um aumento de dez vezes na estabilidade das medições, além de uma redução significativa no nível de ruídos.


O programa Taiji está sendo implementado em três etapas. O primeiro aparelho, Taiji-1, foi colocado em órbita em agosto de 2019 e verificou com sucesso o funcionamento da interferometria a laser e do sistema de controle de movimento livre no espaço. O novo núcleo óptico fará parte da missão Taiji-2, que prevê a utilização de dois satélites. A etapa final do programa envolve o lançamento do observatório completo Taiji-3, composto por três satélites, previsto para a década de 2030.


Os autores do projeto afirmaram que os testes terrestres do núcleo óptico foram concluídos com sucesso e que todos os parâmetros principais atendem plenamente às rigorosas exigências da missão. Segundo eles, isso representa a transição do principal sistema de medição do Taiji das pesquisas teóricas para uma implementação completa em hardware.


A primeira detecção direta de ondas gravitacionais ocorreu em 2015 graças ao observatório americano LIGO. O projeto chinês Taiji deverá se tornar a contribuição do país para o desenvolvimento da astronomia de ondas gravitacionais no espaço. Paralelamente, pesquisas semelhantes também estão sendo conduzidas por outros projetos internacionais, incluindo o programa europeu LISA.


Os cientistas acreditam que a operação na faixa de frequências de milihertz permitirá ao Taiji detectar fusões de buracos negros de massa intermediária, estudar o Universo primordial e testar a teoria da relatividade geral em grandes escalas cósmicas.



Artigo encontrado no site Новая наука (originalmente publicado em 11/05/2026)

 
 
 

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