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Abraçando o equinócio

Por David Prosper

Traduzido por Fernando Soares e Marco Centurion


Conforme a sua localização, equinócios podem ser entendidos como o ponto de partida para noites mais longas e tempos mais escuros, ou promissores sinais de temperaturas mais agradáveis e mais luz solar. Observar e prever equinócios é uma das mais antigas habilidades no kit de ferramentas astronômicas humanas. Muitos observatórios antigos pelo mundo observaram equinócios, juntamente com os solstícios. Hoje em dia, não é mais necessário ter seu próprio observatório para saber quando um equinócio acontece, desde que você marque as datas em seu calendário duas vezes ao ano! A palavra “equinócio” é originária do latim, e a origem da palavra se dá na união de aequus (igual) e nox (noite). Mas, o que é, exatamente, um equinócio?


Os equinócios acontecem duas vezes por ano, em março e em setembro. Em 2022, o equinócio acontecerá em 20 de março, exatamente às 15h33 UTC (12h33 horário de Brasília) e novamente em 23 de setembro, às 01h04 UTC (22h04 horário de Brasília do dia 22 de setembro). Um equinócio marca o exato momento quando o centro do Sol cruza o plano da linha do equador da Terra. No dia do equinócio, observadores no equador verão o Sol diretamente acima suas cabeças ao meio-dia. Depois do equinócio de março, observadores em qualquer lugar da Terra verão a trajetória do Sol no céu seu movimento mais ao norte todo dia até o solstício de junho, que em seguida segue viagem para o sul. O Sol cruza o plano equatorial novamente durante o equinócio de setembro, e continua viajando para o sul até o solstício de dezembro, quando retorna para o norte novamente. Este movimento é o motivo que alguns se referem ao equinócio de março como o equinócio do norte, e o de setembro como o equinócio do sul.


Nosso Sol brilha igualmente em ambos hemisférios, norte e sul, durante os equinócios, razão pela qual são as únicas épocas do ano quando o norte e o sul polar são iluminados simultaneamente pela luz do Sol. Notavelmente, a duração do dia e da noite no equinócio não são exatamente iguais; a data para essa divisão depende da sua latitude, e pode ocorrer alguns dias antes ou depois do próprio equinócio. Quais os fatores disso? Nosso Sol e atmosfera! O Sol é uma esfera e não uma fonte pontual de luz, então seu borda é refratada pela nossa atmosfera à medida que nasce e se põe, que adicionam vários minutos de luz todo dia. O Sol não acende e apaga seu brilho instantaneamente ao nascer e ao pôr perfeitamente como uma lâmpada, e portanto não há uma divisão perfeita entre o dia e a noite no equinócio - mas são muito próximos.


Equinócios estão associados com a mudança das estações. Em março, no hemisfério norte dão boas-vindas dias mais longos e quente anunciados pela equinócio vernal (astronômica), ou primavera metereológica, porém os observadores no hemisfério sul notam dias mais curtos - e noites frias mais longas - sinalizados pelo seu equinócio outonal, ou de outono. Em setembro, o contrário é verdadeiro. Descubra as razões para as estações, e muito mais, com a NASA em nasa.gov.



Esta imagem (fora de escala) mostra como o planeta Terra recebe a mesma quantidade de luz do Sol durante os equinócios. Crédito: NASA/GSFC/Genna Duberstein



Fotos da Terra desde sua órbita, estação por estação, vista pelo EUMETSAT. Perceba a linha divisória entre o dia e a noite, toca ambos polos norte e sul nas imagens dos equinócios. E veja também como a sombra está inclinada nos solstícios: a luz solar recai fraca sobre o hemisfério norte no solstício de junho enquanto atinge dramaticamente o hemisfério sul no solstício de dezembro.

Fonte: bit.ly/earthequinox Imagens: NASA/Robert Simmon

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