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Andrômeda tem taxa de produção de estrelas diminuída e a culpa pode ser de uma galáxia vizinha.

  • há 3 horas
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“Não podemos afirmar explicitamente que estamos observando uma diminuição na formação de estrelas por causa de M32. Mas ela está bem ali e, definitivamente, é a principal suspeita.”


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Por Rahul Rao

Traduzido e adaptado por Marco Centurion


Graças ao Telescópio Espacial Hubble, os astrônomos lançaram luz sobre um capítulo recente da história da nossa galáxia vizinha, Andrômeda.


Uma imagem obtida pelo Galaxy Evolution Explorer, da NASA, mostrando o lado ultravioleta da galáxia de Andrômeda. (Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltech)
Uma imagem obtida pelo Galaxy Evolution Explorer, da NASA, mostrando o lado ultravioleta da galáxia de Andrômeda. (Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltech)

Usando observações do Telescópio Espacial Hubble das estrelas de Andrômeda, uma equipe de pesquisa mostrou que a taxa de formação de novas estrelas da galáxia espiral diminuiu drasticamente nos últimos 40 milhões de anos. E eles encontraram mais evidências de que uma das próprias vizinhas de Andrômeda, uma galáxia menor chamada M32, pode ser a responsável.


“Não podemos afirmar explicitamente que estamos observando uma diminuição na formação de estrelas por causa de M32. Mas ela está bem ali e, definitivamente, é a principal suspeita”

disse Tobin Wainer, estudante de pós-graduação da Universidade de Washington e um dos astrônomos envolvidos no estudo, em um comunicado que pode ser lido na íntegra aqui.


Astrônomos como Wainer já sabiam, a partir de pesquisas anteriores, que Andrômeda passou por um surto de formação estelar há cerca de 2 bilhões de anos, possivelmente como resultado de uma colisão com uma galáxia desconhecida. Eles também sabiam que a formação de estrelas havia diminuído desde então. O que eles não sabiam era quão rapidamente essa desaceleração havia ocorrido. Se conseguissem descobrir isso, poderiam preencher algumas das lacunas na história de Andrômeda.


A uma distância de 2,5 milhões de anos-luz, Andrômeda está suficientemente próxima da Terra para que o Hubble consiga medir suas estrelas. Nos últimos anos, o Hubble realizou dois levantamentos de Andrômeda. Embora o Hubble só consiga distinguir em Andrômeda estrelas mais brilhantes que o nosso Sol, esses dois levantamentos ainda forneceram a Wainer e seus colegas um catálogo de 200 milhões de estrelas, cobrindo dois terços do disco de Andrômeda.


Wainer e seus colegas dividiram essa enorme região em uma grade de quadrados, com 300 anos-luz de lado. Eles reconstruíram a história de cada quadrado examinando as cores de suas estrelas.


Um quadrado com muitas estrelas azuis brilhantes, por exemplo, provavelmente passou por muita formação estelar recentemente, já que estrelas azuis tendem a ser mais jovens. Por outro lado, se um quadrado contém apenas estrelas menores e mais avermelhadas, sabemos que essas estrelas têm vida mais longa e são mais antigas, e que provavelmente esse quadrado não passou por uma grande quantidade de formação de novas estrelas.


Os astrônomos mapearam uma história de desaceleração na formação estelar. Cerca de 500 milhões de anos atrás, em média, Andrômeda transformava o equivalente à massa do nosso Sol em gás e poeira em novas estrelas a cada ano. À medida que milhões de anos se passaram, essa taxa diminuiu. Há cerca de 40 milhões de anos, ela era de aproximadamente metade da massa do Sol por ano. Então, entrou em uma desaceleração dramática. Hoje, ela está em cerca de um quinto da massa do Sol por ano.


A galáxia de Andrômeda, M31, com as galáxias satélites M32 (no centro à esquerda) e M110 (na parte inferior direita). (Créditos da imagem: S. Ozime)
A galáxia de Andrômeda, M31, com as galáxias satélites M32 (no centro à esquerda) e M110 (na parte inferior direita). (Créditos da imagem: S. Ozime)

Curiosamente, eles descobriram que a desaceleração na formação de estrelas de Andrômeda é especialmente acentuada em um lado específico da galáxia, começando há cerca de 60 milhões de anos. Os astrônomos sabem que esse lado de Andrômeda é o mais próximo de outra galáxia, a Messier 32.


Os astrônomos vêm observando M32 com desconfiança há algum tempo. Essa galáxia está localizada a apenas cerca de 16.000 anos-luz de Andrômeda, a qual é formalmente chamada de M31. A galáxia M32 parece ser o núcleo remanescente de uma galáxia espiral que perdeu seus braços e é possível que isso seja, na verdade, o resultado de uma colisão entre M32 e sua vizinha maior. É possível, embora ainda não confirmado, que a desaceleração de Andrômeda carregue as marcas dessa colisão.


Talvez não precisemos esperar muito por mais respostas. Assim como o Hubble consegue observar as estrelas de Andrômeda, o mesmo poderá fazer o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, com lançamento previsto para o final de agosto. Nos próximos anos, o Roman será capaz de medir uma região ainda maior de Andrômeda do que o Hubble conseguiu.



Artigo encontrado no site Space.com (originalmente publicado em 10/08/2026)



 
 
 

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