O telescópio Roman capta pela primeira vez a luz das estrelas com sua câmera de 300 megapixels.
A NASA já recebeu a primeira imagem de teste do WFI com a luz de estrelas reais.
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Por New-science.ru
Traduzido e adaptado por Marco Centurion
O principal instrumento científico do telescópio espacial Nancy Grace Roman, da NASA, foi ligado pela primeira vez no espaço. A câmera infravermelha Wide Field Instrument (WFI), com resolução de 300 megapixels, passou com sucesso pelas primeiras verificações e já registrou a luz das estrelas. O telescópio, lançado em 30 de agosto a bordo de um foguete Falcon Heavy, segue em viagem rumo ao ponto de Lagrange L2, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.

O WFI é composto por 18 detectores infravermelhos de 4096 por 4096 pixels cada. Em uma única imagem, o instrumento poderá abranger uma região do céu maior que o disco visível da Lua cheia, mantendo uma resolução espacial comparável à do telescópio espacial Hubble. O campo de visão do WFI é cerca de 100 vezes maior que o de uma das principais câmeras de grande angular do Hubble.
Antes de ser ligado, o instrumento foi mantido por dez dias a uma temperatura de cerca de −65 °C. Isso permitiu eliminar de seus componentes os resíduos de água e de outras substâncias voláteis. Na manhã de 11 de setembro, os engenheiros desligaram o aquecedor, e o WFI resfriou até cerca de −143 °C. Nessa temperatura, os 18 detectores infravermelhos foram ligados. Em seguida, eles continuaram a resfriar até a temperatura de operação, de cerca de −183 °C.
Depois de ligar os detectores, os especialistas ativaram o sistema interno de calibração e começaram a transmitir para a Terra, por meio do WFI, os primeiros dados de teste. Depois, foi verificado o sistema giratório com filtros, um prisma e outros elementos ópticos, que permitem escolher a faixa de observação e decompor a luz dos objetos astronômicos em comprimentos de onda. Foi a primeira vez que esse mecanismo foi testado em condições de microgravidade.
Os engenheiros também verificaram o mecanismo de focalização. Ele será necessário para obter centenas de milhares de imagens durante o trabalho científico do telescópio. Todos os testes realizados mostraram que o Wide Field Instrument está funcionando de acordo com as especificações de projeto.
A NASA já recebeu a primeira imagem de teste do WFI com a luz de estrelas reais. Por enquanto, elas aparecem bastante desfocadas, pois a óptica do telescópio ainda não foi colocada em sua configuração final. A imagem servirá como ponto de partida para o alinhamento do sistema óptico e o ajuste fino do foco. Depois disso, as estrelas deverão passar de grandes manchas borradas a pontos compactos.
O Wide Field Instrument será a principal ferramenta de trabalho do Roman. Seus levantamentos de grande angular permitirão investigar bilhões de estrelas e galáxias, estudar a distribuição da matéria no Universo e as propriedades da energia escura, além de procurar exoplanetas pelo método de microlente gravitacional. Graças ao seu amplo campo de visão, o Roman poderá realizar levantamentos do céu muito mais rapidamente que o Hubble, com resolução comparável no infravermelho.
O segundo instrumento do telescópio, o Coronagraph Instrument, também está passando pelas primeiras verificações. Ele foi ligado no início de setembro. O coronógrafo utiliza máscaras, sensores e espelhos deformáveis para suprimir a luz de uma estrela, a fim de observar diretamente objetos muito mais tênues ao seu redor, incluindo exoplanetas. A principal tarefa desse instrumento é testar tecnologias para futuros observatórios espaciais.
O Roman continuará sua etapa de comissionamento, de cerca de três meses, a caminho do ponto L2. Os engenheiros ainda precisarão ajustar a óptica e o sistema de apontamento de precisão, além de concluir a calibração dos instrumentos científicos. A NASA planeja divulgar as primeiras imagens científicas completas do telescópio no início de 2027.
Artigo encontrado no site New-science.ru (originalmente publicado em 16/09/2026)
Link para acesso ao original: https://new-science.ru/teleskop-roman-vpervye-uvidel-svet-zvjozd-svoej-300-megapikselnoj-kameroj/




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