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‘Os faróis foram acesos!’ - Astrônomos batizam buracos negros supermassivos em fusão com nomes de locais de ‘O Senhor dos Anéis’!

"Rohan veio primeiro, por Rohan Shivakumar, o estudante de Yale que o analisou pela primeira vez, e Gondor veio depois, porque, bem — os faróis foram acesos!"


Notícia

Por Robert Lea

Traduzido e Adaptado por Marco Centurion


Quando os faróis foram acesos em “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”, a cidade de Gondor pediu auxílio a Rohan, selando a ruína de Sauron e de suas legiões. No entanto, quando os “faróis” de sistemas de buracos negros supermassivos batizados com esses nomes, retirados das obras “O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien, foram acesos, isso representou uma notícia excepcionalmente boa para os cientistas.


Uma captura de tela de uma simulação de buracos negros supermassivos em colisão. (Créditos da imagem: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA / Scott Noble; dados da simulação, d'Ascoli et al. 2018)
Uma captura de tela de uma simulação de buracos negros supermassivos em colisão. (Créditos da imagem: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA / Scott Noble; dados da simulação, d'Ascoli et al. 2018)

Os binários de buracos negros supermassivos Gondor, oficialmente designado SDSS J0729+4008, e Rohan, SDSS J1536+0411, foram descobertos pelo Observatório Norte-Americano Nanohertz para Ondas Gravitacionais (NANOGrav), utilizando uma nova técnica que combina o “zumbido” de fundo das ondulações no espaço, chamadas “ondas gravitacionais”, com observações de quasares, que são alimentados por buracos negros supermassivos em processo de acreção.


A lógica por trás disso é que binários de buracos negros supermassivos, que espiralam um em direção ao outro até colidirem e se fundirem, emitem ondas gravitacionais de frequência crescente à medida que suas órbitas encolhem, criando um zumbido de fundo de ondas gravitacionais. As fusões resultantes parecem ter cinco vezes mais probabilidade de serem encontradas em quasares.


Faróis de pedido de auxílio entre as cidades de Gondor e Rohan, no filme "O Senhor dos Anési: O Retorno do Rei" (Créditos da imagem: Cena de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei  (2003) | Dir. Peter Jackson | New Line Cinema".)
Faróis de pedido de auxílio entre as cidades de Gondor e Rohan, no filme "O Senhor dos Anési: O Retorno do Rei" (Créditos da imagem: Cena de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei  (2003) | Dir. Peter Jackson | New Line Cinema".)

Isso faz com que os quasares atuem como faróis capazes de indicar a unificação de buracos negros supermassivos. Se um desses faróis emite ondas gravitacionais, como os faróis acesos de Gondor, isso indica a presença de buracos negros binários. Assim, essa técnica de detecção oferece aos cientistas um método para criar um mapa cósmico desses titãs em fusão.


“Nossa descoberta fornece à comunidade científica os primeiros parâmetros concretos para desenvolver e testar protocolos de detecção de fontes individuais e contínuas de ondas gravitacionais”

disse em comunicado Chiara Mingarelli, integrante da equipe do NANOGrav.


Mingarelli e seus colegas buscaram binários de buracos negros supermassivos usando essa nova abordagem em 114 Núcleos Galácticos Ativos (AGNs, na sigla em inglês), as regiões centrais brilhantes das galáxias onde buracos negros supermassivos se alimentam vorazmente do gás e da poeira ao seu redor.


Mingarelli explicou o motivo da escolha incomum dos nomes para esses sistemas de buracos negros: 

Os nomes vêm tanto de pessoas quanto da cultura pop. Rohan veio primeiro, por Rohan Shivakumar, o estudante de Yale que o analisou pela primeira vez, e Gondor veio depois, porque, bem — os faróis foram acesos!”

O NANOGrav, que detectou pela primeira vez um fundo de ondas gravitacionais em 2023, passará os próximos meses caçando e identificando binários de buracos negros supermassivos. A equipe acredita que até mesmo um catálogo relativamente pequeno de fusões de buracos negros pode ajudar a criar um mapa do fundo de ondas gravitacionais. Essa pesquisa também pode ajudar os cientistas a compreender melhor as fusões de galáxias, a física dos buracos negros e a própria natureza das ondas gravitacionais.


“Nosso trabalho traçou um roteiro para uma estrutura sistemática de detecção de binários de buracos negros supermassivos. Realizamos uma busca sistemática e direcionada, desenvolvemos um protocolo rigoroso, e dois alvos se destacaram como exemplos que motivam observações de acompanhamento.”

disse Mingarelli.


Os resultados da equipe foram publicados em 5 de fevereiro na revista The Astrophysical Journal Letters e pode ser lido na íntegra aqui.



Artigo encontrado no site Space.com (originalmente publicado em 15/02/2026)

 
 
 

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