Telescópios espaciais capturam um abraço galáctico de tirar o fôlego! | Foto espacial do dia de 8 de janeiro de 2026.
- marcocenturion
- 11 de jan.
- 3 min de leitura
Ambos os telescópios espaciais da NASA, o James Webb Space Telescope e o Observatório de Raios X Chandra, registraram essas duas galáxias em um abraço próximo.
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Por Kenna Hughes-Castleberry
Traduzido e adaptado por Marco Centurion
Recentemente, dois telescópios espaciais da NASA, o James Webb Space Telescope e o Observatório de Raios X Chandra, capturaram imagens de duas galáxias iniciando a colisão.

A NASA divulgou uma imagem composta que mostra tanto o espectro visível quanto o de raios X do processo. A galáxia menor, a IC 2163, está no canto superior esquerdo, enquanto a NGC 2207 domina o centro e a parte inferior direita. Seus longos braços espirais prateados azulados estão salpicados de nodos e pontos brilhantes, sinais reveladores de processos astrofísicos ativos e caóticos em andamento.
Essas galáxias se roçaram milhões de anos atrás, em uma passagem gravitacional próxima que curvou e esticou suas estruturas espirais. E, bilhões de anos no futuro, espera-se que o par se una em uma única galáxia.
Do que se trata?
Os dois telescópios que registraram esse abraço galáctico estudam o espaço usando diferentes comprimentos de onda. O Webb foi projetado para observar principalmente a luz infravermelha, que é especialmente eficaz para revelar poeira, gás de temperaturas frias a moderadas e regiões de formação estelar que podem ficar ocultas em imagens de luz visível.
Para realizar esse trabalho, o Webb opera longe da Terra, em uma trajetória ao redor do Sol próxima ao ponto de Lagrange L2, do sistema Sol–Terra, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros de nós, uma configuração que ajuda a manter o observatório estável e frio.
O Chandra, por sua vez, foi construído para observar o universo em raios X, estudando a luz produzida em locais onde a matéria é aquecida a milhões de graus, moldada por gravidade extrema, campos magnéticos e eventos explosivos. Como a atmosfera da Terra bloqueia os raios X, o Chandra opera no espaço em uma órbita terrestre altamente elíptica, permitindo observações longas e ininterruptas acima dos cinturões de radiação do nosso planeta.
E quando se combinam os dados dos dois telescópios, não se obtém apenas uma imagem mais bonita, mas um mapa físico mais completo do que está acontecendo dentro e entre as galáxias.
Qual a localização?
As duas galáxias, IC 2163 e NGC 2207, estão estimadas a cerca de 120 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Canis Major.

Por que é impressionante?
Colisões e fusões estão entre as principais formas pelas quais as galáxias crescem e mudam ao longo do tempo cósmico. Ver um par em colisão de frente é especialmente valioso, pois isso permite que os astrônomos tracem como os braços espirais se deformam, onde o material é comprimido e como a interação redistribui gás e poeira que mais tarde podem formar novas estrelas.
O enquadramento da imagem, que mostra um quase encontro no passado e uma fusão em um futuro distante, destaca que as fusões galácticas se desenrolam ao longo de escalas de tempo enormes e imagens como esta capturam uma fase intermediária crucial, localizada temporalmente após a primeira passagem próxima, quando a gravidade já remodelou ambas as galáxias, mas antes da coalescência final em uma só.
Artigo encontrado no site Space.com (originalmente publicado em 08/01/2026)




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