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Buracos negros supermassivos aniquilam suas galáxias hospedeiras usando jatos de plasma.

há 54 minutos
3 min de leitura

"A pergunta surpreendente é: como algo tão pequeno pode impactar energeticamente algo tão grande?"


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Por Robert Lea

Traduzido e adaptado por Marco Centurion


Cientistas descobriram como os jatos lançados por buracos negros supermassivos podem determinar como suas galáxias hospedeiras desaparecem. A pesquisa responde à pergunta de longa data sobre por que as galáxias não têm mais estrelas.


Ilustração de um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia de rádio lançando jatos poderosos até o meio circungaláctico da galáxia. (Créditos da imagem: Hailey Nelson/ Arizona State University)
Ilustração de um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia de rádio lançando jatos poderosos até o meio circungaláctico da galáxia. (Créditos da imagem: Hailey Nelson/ Arizona State University)

Afinal, as grandes galáxias, incluindo a Via Láctea, são rodeadas por enormes casulos de gás e poeira chamados meio circungaláctico, e esse material serve como a matéria-prima para as estrelas. Durante fases intensas de formação estelar, esse gás se move para dentro das galáxias e alimenta esse processo, mas, eventualmente, algo impede que esse material se resfrie, se aglomere e dê origem a estrelas, ou mesmo que se mova para dentro das galáxias, efetivamente aniquilando-as.


Esta pesquisa sugere que, quando buracos negros supermassivos em acreção disparam jatos de plasma a partir de seu entorno, isso alcança muito além do centro das galáxias onde esses titãs cósmicos residem e além de seus limites externos, perturbando assim o gás ao redor das galáxias. Isso tem um efeito importante sobre como as galáxias formam estrelas e, portanto, sobre como crescem e evoluem.


"Este é um resultado pioneiro que resolve o mistério de longa data sobre como os buracos negros influenciam as galáxias, suas estrelas e a vida como a conhecemos. Este trabalho abre uma nova direção para explorar mais a fundo as complexidades da conexão entre os buracos negros supermassivos, a trilhões de quilômetros de onde estamos, e a forma como viemos a existir aqui."

disse a colíder da equipe Sanchayeeta Borthakur, da Arizona State University, em um comunicado.


Buracos negros talvez sejam pequenos (relativamente falando), mas têm um impacto enorme

Ok, buracos negros supermassivos não podem exatamente ser chamados de pequenos, já que concentram uma massa milhões ou bilhões de vezes maior que a do sol em uma largura aproximadamente equivalente à do sistema solar. Mas, comparados às galáxias, que podem abrigar 100 bilhões de sistemas estelares de tamanho semelhante, até esses titãs cósmicos têm uma dimensão relativamente pequena.


Embora buracos negros em alimentação possam despejar enormes quantidades de energia de volta em seus ambientes cósmicos por meio de jatos e radiação, o efeito que produzem ainda é um tanto intrigante.


"A pergunta surpreendente é: como algo tão pequeno pode impactar energeticamente algo tão enorme?"

disse a colíder da equipe Namrata Roy, do Raman Research Institute.


Roy e Borthakur concentraram sua investigação em buracos negros em alimentação, ou ativos, usando observações de centenas de galáxias com jatos ativos, coletadas pelo levantamento Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI) e medições de jatos de rádio do LOFAR Two-meter Sky Survey (LoTSS). Eles encontraram pontos nos quais o gás ionizado brilha intensamente ao longo de seus jatos. Isso representa o plasma atingindo e atravessando aglomerados de gás circundante, energizando-o.


Isso indica que os jatos de buracos negros não influenciam o gás ao redor das galáxias de maneira uniforme, mas sim em pontos preferenciais. O maior impacto foi observado próximo às bordas externas das galáxias, onde os jatos de plasma atingem primeiro o meio circungaláctico, e na borda externa do próprio meio circungaláctico. Essa última região é onde os jatos liberam a maior parte da energia.


Uma ilustração de um buraco negro supermassivo disparando um jato de plasma. (Créditos da imagem: Robert Lea (criado com Canva))
Uma ilustração de um buraco negro supermassivo disparando um jato de plasma. (Créditos da imagem: Robert Lea (criado com Canva))

As descobertas da equipe revelam marcas claras do impacto que os jatos de buracos negros têm ao perturbar material potencialmente formador de estrelas, chegando até mesmo ao meio circungaláctico. Isso é fundamental para entender como a formação estelar é interrompida e como as galáxias são mortas.


"O que mais me entusiasma é a escala dessa conexão. Um buraco negro é incrivelmente pequeno comparado a uma galáxia, mas seu impacto pode alcançar centenas de milhares de anos-luz, bem adentro das regiões mais externas da galáxia. O jato transporta a energia para fora, e o gás se ilumina ao longo de seu trajeto."

concluiu Roy.


As descobertas também oferecem aos cientistas uma nova forma de testar o impacto dos jatos de buracos negros sobre as galáxias.


A pesquisa da equipe foi publicada na revista Astrophysical Journal Letters e pode ser lida na íntegra aqui.



Artigo encontrado no site Space.com (originalmente publicado em 02/10/2026)


 
 
 

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