O observatório Vera Rubin registra grande asteroide, com a rotação mais rápida já encontrado!
- marcocenturion
- há 2 dias
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O 2025 MN45 tem 710m de largura e completa uma rotação a cada 1,88 minuto.
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Por Mike Wall
Traduzido e adaptado por Marco Centurion
Um poderoso novo telescópio na América do Sul já está oferecendo pistas instigantes do que é capaz de fazer. O Observatório Vera C. Rubin começou a estudar os céus a partir de um topo de montanha no Chile na primavera passada, e suas imagens de “primeira luz” impressionaram astrônomos e entusiastas do espaço quando foram divulgadas em junho.

Esse conjunto inicial de dados incluiu observações de quase 2.000 asteroides recém-descobertos, e no dia 7 de janeiro, surgiram novos detalhes empolgantes sobre esse grupo. Um novo estudo revela que 19 dos asteroides são “rotadores super-rápidos”, completando uma rotação em menos de 2,2 horas e um deles é o grande asteroide de rotação mais rápida já encontrado.
Assim como todos os novos objetos giradores super-rápidos, este é uma rocha espacial que rotaciona de maneira recordista. Denominado 2025 MN45, o asteroide reside no cinturão principal de asteroides entre Marte e Júpiter. O objeto mede cerca de 710 metros de diâmetro e completa uma rotação a cada 1,88 minuto, tornando-se “o asteroide de rotação mais rápida com diâmetro acima de 500 metros que os astrônomos já encontraram”, segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pelo NOIRLab da National Science Foundation (NSF) dos Estados Unidos. (O Observatório Rubin é um programa conjunto do NOIRLab e do Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC, do Departamento de Energia.)
A taxa de rotação de um asteroide pode revelar informações fundamentais sobre ele. Rotações extremamente rápidas, por exemplo, podem indicar uma colisão violenta que fragmentou um corpo progenitor maior. A rotação também pode oferecer pistas sobre a estrutura interna e a composição de um asteroide.
“Claramente, esse asteroide deve ser feito de um material com resistência muito alta para conseguir se manter inteiro enquanto gira tão rapidamente. Calculamos que ele precisaria ter uma resistência coesiva semelhante à da rocha sólida. Isso é um tanto surpreendente, já que acredita-se que a maioria dos asteroides seja o que chamamos de asteroides do tipo ‘pilha de entulho’, o que significa que são formados por muitos, muitos pequenos fragmentos de rocha e detritos que se agregaram sob a gravidade durante a formação do Sistema Solar ou em colisões subsequentes.”
disse no mesmo comunicado a líder do estudo, Sarah Greenstreet, astrônoma assistente do NSF NOIRLab e chefe do grupo de trabalho sobre Objetos Próximos da Terra e Objetos Interestelares da Colaboração de Ciência do Sistema Solar do Observatório Rubin.
O 2025 MN45 não detém o recorde absoluto de taxa de rotação. Astrônomos já encontraram vários asteroides pequenos, tendo apenas algumas dezenas de metros de largura, que completam uma rotação em menos de um minuto.

O Observatório Vera Rubin ainda está ampliando suas operações e ainda não iniciou sua principal missão científica. Esse esforço, um projeto de 10 anos chamado Legacy Survey of Space and Time (LSST), criará um registro em grande campo de visão, alta definição e em lapso de tempo do universo. O levantamento se baseará em imagens captadas pela câmera LSST de 3,2 bilhões de pixels, a maior câmera digital do mundo.
“Sabíamos há anos que o Rubin atuaria como uma máquina de descobertas para o universo, e já estamos vendo o poder único de combinar a Câmera LSST com a incrível velocidade do Rubin. Juntos, o Rubin pode capturar uma imagem a cada 40 segundos”
disse no mesmo comunicado Aaron Roodman, vice-chefe do LSST e professor de física de partículas e astrofísica no SLAC.
“A capacidade de encontrar milhares de novos asteroides em um período tão curto de tempo e aprender tanto sobre eles é uma janela para o que será revelado durante o levantamento de 10 anos”
acrescentou.
O novo estudo foi publicado no dia 07 de janeiro de 2026 na revista The Astrophysical Journal Letters e pode ser lido na íntegra aqui. Os resultados também foram apresentados naquele dia durante uma coletiva de imprensa na 247ª reunião da American Astronomical Society, em Phoenix, Arizona.
Artigo encontrado no site Space.com (originalmente publicado em 07/01/2026)




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