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Seis deslizamentos de terra gigantes são descobertos no gelado Plutão.

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

"A identificação de deslizamentos de terra na superfície de Plutão indica que instabilidades gravitacionais em encostas são processos amplamente distribuídos e anteriormente desconhecidos"


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Por Paul Arnold, Phys.org 

Editado por Gaby Clark, revisado por Andrew Zinin

Traduzido e adaptado por Marco Centurion


Cientistas detectaram evidências de deslizamentos de terra em Plutão pela primeira vez. Um artigo publicado na revista Icarus e que pode ser lido na íntegra aqui, relata que imagens obtidas pela sonda New Horizons durante um sobrevoo revelaram seis grandes deslizamentos em três crateras de impacto.


Localização dos deslizamentos identificados e vistas detalhadas de cada área: a) mapa geral de localização; b-b′) deslizamento LD1 na cratera Coughlin; c-c′) deslizamentos LD2 e LD3 na cratera Giclas; d-d′) deslizamentos LD4, LD5 e LD6 em uma cratera sem nome. (Créditos da imagem: Icarus (2026). DOI: 10.1016/j.icarus.2026.117210)
Localização dos deslizamentos identificados e vistas detalhadas de cada área: a) mapa geral de localização; b-b′) deslizamento LD1 na cratera Coughlin; c-c′) deslizamentos LD2 e LD3 na cratera Giclas; d-d′) deslizamentos LD4, LD5 e LD6 em uma cratera sem nome. (Créditos da imagem: Icarus (2026). DOI: 10.1016/j.icarus.2026.117210)

Esses movimentos de massa de gelo, rochas e detritos são comuns na Terra e já foram detectados em outras regiões do Sistema Solar, incluindo Marte e Ceres, que é outro planeta anão localizado no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. No entanto, até agora não havia qualquer evidência desse tipo de fenômeno no gelado Plutão, embora ele possua paredes de crateras íngremes e um terreno acidentado coberto de gelo, onde deslizamentos poderiam ocorrer.



Imagens da New Horizons podem revelar mais.


As imagens foram obtidas em julho de 2015 e analisadas por uma equipe internacional de cientistas planetários.


Os pesquisadores reexaminaram fotografias de alta resolução registradas pelo instrumento Long-Range Reconnaissance Imager (LORRI) da espaçonave, que capturou a superfície de Plutão com uma resolução de aproximadamente 300 metros por pixel. Eles também combinaram essas imagens com mapas de elevação coletados durante o sobrevoo.


Os cientistas identificaram sinais inequívocos de deslizamentos, semelhantes aos observados na Terra. Entre eles estão cicatrizes em formato de crescente no topo das paredes das crateras, enormes blocos de gelo deslocados e longos depósitos de detritos espalhados pelo fundo das crateras.


"Essas observações permitiram, pela primeira vez, que deslizamentos de terra fossem identificados em um dos mais importantes corpos gelados do Cinturão de Kuiper"

escreveram os autores do estudo no artigo.


A equipe também mediu as dimensões de cada deslizamento. Eles constataram que os materiais despencaram entre 1,5 e 2,2 quilômetros antes de percorrer até 14,5 quilômetros sobre o terreno. O maior desses deslizamentos cobriu uma área de aproximadamente 130 quilômetros quadrados, suficiente para soterrar uma pequena cidade.


Longe de ser um mundo gelado e estático, Plutão parece ser um planeta anão geologicamente ativo. Além disso, como observam os cientistas, os deslizamentos podem ter desempenhado um papel importante na formação e na escultura de sua paisagem.


"A identificação de deslizamentos de terra na superfície de Plutão indica que instabilidades gravitacionais em encostas são processos amplamente distribuídos e anteriormente desconhecidos, que podem ter contribuído para moldar a superfície do planeta anão."

Completaram os autores.



Este foi apenas o início.


E esses provavelmente não são os únicos deslizamentos existentes em Plutão. A equipe de pesquisa observa outras feições nas crateras que também podem indicar a ocorrência de deslizamentos. No entanto, as imagens atualmente disponíveis não possuem detalhes suficientes para confirmar essas interpretações.


No futuro, porém, missões equipadas com câmeras de resolução mais elevada e dados topográficos mais precisos poderão revelar ainda mais deslizamentos espalhados pela superfície de Plutão.



Artigo encontrado no site Phys.org (originalmente publicado em 13/07/2026)

 
 
 

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